terça-feira, 26 de março de 2013

A cruzada de Wyllys

   
Dep. Jean Willis tem se destacado na defesa dos direitos humanos    
O Dep. Jean Wyllys (Psol) surpreendeu. Saiu do BBB para ser um dos mais destacados parlamentares na defesa dos direitos humanos, principalmente na causa dos homossexuais, já que ele é um e se reconhece assim.

Nunca morri de amores pelo Psol, acho até que o partido está na contra-mão do momento histórico que estamos vivendo com a esquerda completando 10 anos no poder no Brasil, mas reconheço sua luta e acredito que ele mereça nosso apoio e solidariedade em relação aos ataques que vem sofrendo por parte dos fundamentalistas religiosos ligados ao Pastor e deputado ainda presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal, Marcos Feliciano (PSC).

Wyllys tem liderado a “cruzada” para tirar da presidência da comissão o pastor, que tem feito declarações homofóbicas, racistas e responde a processo no STF por estelionato. Em resposta alguns protestantes vêm divulgando declarações falsas de Wyllys, ligando o parlamentar à pedofilia. Um vídeo escabroso e difamatório contra o deputado também vem sendo ignorantemente replicado nas redes sociais.

Por uma democracia menos cacique


 
Washington Luíz Rodrigues Novaes é um jornalista que trata com destaque os temas de meio ambiente e povos indígenas. 
    
A seguir, a entrevista. 




Qual é a sua percepção sobre a participação política do brasileiro? 
     
Penso que a sociedade brasileira está em um momento crítico, porque vive indignada com a incompetência administrativa, o descaso, a corrupção, mas em geral se limita ao que eu chamo de retórica da indignação. Fica indignada, mas incapaz de movimentos que possam mudar o quadro. 
     
Parte da sociedade vive nessa inação porque são muitos os cidadãos que sonegam impostos, subornam guarda, furam fila, não respeitam a lei. É preciso mudar isso. E também aprender a organizar-se em grupos para discutir os assuntos que incomodam, e chamar para ajudar na discussão o ministério público, a universidade etc. Para a partir daí criar objetivos concretos e levar ao campo da política – ou tudo vai continuar como hoje. Seria muito importante também para a universidade, que foi muito perseguida durante a ditadura militar e se fechou para os problemas da sociedade. 
   
O problema é complexo e grave. Estava relendo os relatórios do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) do começo da década de 1990, e eles dizem uma coisa em que é preciso pensar: no mundo moderno, o Estado se tornou pequeno demais para enfrentar os grandes problemas do mundo, e ao mesmo tempo grande demais, incapaz de se aproximar dos problemas do cidadão comum. O Estado ficou imobilizado pelos dois lados, e a sociedade precisa aprender a romper com isso. É preciso ter macropolíticas capazes de responder aos grandes problemas da sociedade, mas também uma descentralização que leve o poder a se aproximar do cotidiano do cidadão. 
   
Principalmente nesse mundo de hoje, em que a metrópole está se tornando um padrão. São Paulo, por exemplo, é um padrão de metrópole que foi se estendendo pelo interior, ao longo do eixo que passa por Jundiaí, Campinas, Ribeirão Preto, Uberaba, Uberlândia, até o Centro-Oeste, em Goiânia. E mesmo em lugares mais distantes, como Manaus, Belém e Boa Vista, vai-se encontrar essa mesma coisa. Em uma daquelas grandes avenidas de Manaus não vai se ver floresta, característica da Amazônia – só se veem prédios, só torres. Em Belém, a mesma coisa. Em Porto Velho o trânsito é um inferno. É preciso repensar isso, não manter esse modelo de transportes. Ou vamos continuar despejando centenas de milhares de carros por mês em lugares onde já não há mais como se mover? Centenas de milhares de motocicletas? 
   
Quais os temas capazes de mobilizar a sociedade brasileira hoje, a seu ver? 
   
A questão do transporte, certamente, é um deles. A segurança pública é outro tema. Penso também que o financiamento de campanhas, se houver uma discussão bem conduzida, pode ser muito eficaz. Porque hoje a influência de quem financia as campanhas se tornou muito grande. Os financiamentos vêm principalmente das grandes construtoras, das grandes empresas de coleta de lixo. E isso acaba determinando rumos para a política. É preciso que se discuta: não seria o caso de caminharmos para o financiamento público das campanhas? Os críticos desse modelo dizem que o financiamento pode ser público e, por trás do pano, continuar tendo financiamento privado. Não sei, é preciso discutir isso. Será que o caminho é o modelo do representante distrital, para aproximar a discussão das comunidades? O financiamento das campanhas precisa ser discutido porque, do jeito que está, eu às vezes penso, ironicamente, que talvez o modelo mais democrático tenha sido o da ditadura militar, em que só se podia botar na televisão o retrato 3×4 e três linhas de biografia. Aí se igualavam as possibilidades. 
   
Acho também que, nessa questão das macropolíticas, é preciso discutir como é que se vai fazer, porque tudo o que o ser humano faz tem um impacto sobre o meio físico. No grande meio urbano esses impactos são grandes, e não são compensados por quem os provoca. Por exemplo, o sujeito faz cinco torres de 40 pavimentos, e isso vai provocar um impacto enorme no trânsito, nas necessidades de água e esgoto, no lixo e na energia. E quem é que paga por isso? Vivem abrindo exceções para deixar construir além do gabarito, de modo a não cobrar os impactos. Isso precisa mudar, a sociedade precisa discutir isso. 
   
Trata-se de repensar nosso modo de vida em vários aspectos, não é? 
   
Cada cidadão precisa pensar nos impactos que produz e em como reduzi-los. Isso vai implicar mudanças nos modelos de construção, nos modelos de energia. Porque, da forma que está, estamos caminhando para impasses gigantescos. Esses dias saiu uma notícia assim: em 97, quando foi aprovado o protocolo de Kyoto, se estabeleceu que os países industrializados reduziriam as suas emissões de gases poluentes em 5,10% até 2012. O balanço diz que essas emissões aumentaram 45%, e não diminuíram 5,2%. Os relatórios do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente mostram que estamos consumindo recursos mais de 30% além da capacidade de reposição do planeta. Isso é insustentável. 
   
Tudo continua sendo regido pelas lógicas financeiras – sejam os países, sejam as empresas, até as próprias pessoas. Mas estamos caminhando para problemas graves. Primeiro, porque a situação do mundo está muito difícil. Já temos um bilhão de pessoas passando fome, e a chamada crise da água ameaça dois terços da humanidade. O Kofi Annan, que foi secretário-geral da ONU durante uma década – um homem experiente, informado – tem repetido e repetido o seguinte: hoje, os problemas centrais do nosso tempo não estão no terrorismo, mas nas mudanças climáticas e no consumo de recursos além da capacidade de reposição do planeta – Eles são uma ameaça à sobrevivência da espécie humana. Ainda mais lembrando que tudo isso vai ser agravado, porque a previsão dos demógrafos da ONU é de mais três bilhões de pessoas no mundo. Agora em novembro [de 2011] chegamos a sete, não é? 
  
E há um ângulo que praticamente não se discute, que é o direito da sociedade à informação. Não estou falando em censura, ausência de liberdade de pensamento – não é isso. Estou falando o seguinte: hoje se sabe que quem tem mais informação tem mais poder. Mas não há nenhuma legislação que diga a quem pertence essa informação – porque, para ser democrática, ela tem que pertencer à sociedade. Se quem tem mais informação tem mais poder, a informação tem que ser democrática para que o mundo seja democrático, não é? Mas não há legislação que proteja isso. 
   
Uma forma de regulação da mídia? 
   
A meu ver, seria preciso escrever na Constituição que a informação é um direito, um bem da sociedade. É preciso legislar para regulamentar e proteger este direito. Não há nada, hoje, que diga aos meios de comunicação como devem proceder. Quer dizer, o meio de comunicação publica ou bota no ar o que ele quer. O critério é dele. Nisso aí está implícito o direito de omitir informação. É preciso reconhecer que há um direito da sociedade à informação, definir como isso vai ser colocado na Constituição e qual é a legislação que vai proteger esse direito. 
   
Isso me faz lembrar as sociedades indígenas, nas quais a informação circula livremente. Haverá outras lições para nós, nessas sociedades? 
   
A nossa visão de brancos, vamos chamar assim, sobre as sociedades indígenas, é muito peculiar, porque olha o índio não pelo que ele tem, mas pelo que ele não tem. Vê que o índio anda nu, que não tem isso, não tem aquilo. E não enxerga que as sociedades indígenas talvez estejam apontando em direção à utopia humana. 
   
Uma delas é que, no seu formato tradicional, não há nas sociedades indígenas delegação de poder. O chefe não tem poder para dar ordem. Numa sociedade que se mantém viva, se um índio der ordem para outro, o outro vai achar aquilo engraçado, alguém dar ordem para ele. O chefe é o que mais sabe da cultura, o que mais sabe da divisão do trabalho, é o grande mediador de conflitos, tem de falar melhor. É o que mais sofre, também. Mas não dá ordem a ninguém. Nós, brancos, não enxergamos que luxo é viver, nascer e morrer numa sociedade sem nunca receber ordem de ninguém. 
   
Da mesma forma, também nos esquecemos de que, quando uma sociedade indígena está na força da sua cultura, um índio é autossuficiente, não depende de ninguém para nada. Ele sabe fazer sua casa, sabe fazer sua lavoura, sabe fazer sua canoa, sabe fazer seus instrumentos de trabalho, a sua rede, os seus objetos de adorno, sabe identificar na natureza espécies que sejam úteis. Quer dizer, ele não recebe ordem de ninguém e não depende de ninguém para nada, a vida inteira. 
   
E a informação é aberta – o que um sabe, todos podem saber. Ninguém se apropria da informação para transformá-la em poder político ou econômico. Além de aquelas sociedades darem muita atenção ao seu entorno: nos lugares que conheço, quando uma aldeia chega a 300, 400 pessoas, ela costuma se dividir, exatamente para que não haja uma sobrecarga dos recursos ambientais dos quais a aldeia depende. Isso também é de uma enorme sabedoria, não construir megaconcentrações humanas. 
   
E quanto ao relacionamento entre os gêneros? 
   
Sobre a relação entre homem e mulher, eu sempre cito um aspecto para o qual o Orlando Villas Boas me chamou a atenção: em geral são sociedades em que a união entre homem e mulher é absolutamente livre. Casa e descasa quando quer, ninguém tem nada a dizer, não há nenhuma sanção social. Digamos que o homem não esteja satisfeito com a mulher, porque ela não está trazendo água limpa para casa, e isso é uma tarefa da mulher. Se ele quiser, pode simplesmente dizer “não tenho água, vou-me embora” – e ir embora. Mas, se ele quiser continuar com a mulher, não vai sequer dizer a ela que não está satisfeito, porque isso pressupõe que ele tem direito a que ela traga água para casa e pode reclamar se ela não trouxer – e ele não tem esse direito, ela traz se quiser. Está nas divisões de trabalho: é uma tarefa da mulher trazer água limpa para casa. Mas, se ela não quiser, não traz – e o homem não pode se queixar. 
   
O que ele pode fazer é procurar o chefe, os mais velhos, e dizer: “olha, minha mulher não está trazendo água limpa para casa”, e eles provavelmente vão reunir os homens e as mulheres e explicar como é a divisão de trabalho na etnia deles, porque tais tarefas cabem aos homens e tais tarefas cabem às mulheres, e entre essas tarefas está trazer a água limpa para casa. Se a mulher quiser botar a carapuça, ela bota; se não quiser, também não bota. Mas não há sequer o direito de queixa. 
    
É muito sofisticado, isso. São utopias em direção às quais a nossa sociedade precisa olhar, principalmente na crise em que estamos mergulhados. Temos que mudar os nossos modos de viver, eles são insustentáveis, incompatíveis com as possibilidades do planeta. Temos que encontrar outros caminhos. 
   
A liberdade sempre foi uma bandeira de luta. Ainda é, hoje? 
   
A gente falou das sociedades indígenas onde isso, digamos assim, chega ao extremo possível. No extremo possível da liberdade. Já os nossos modos de viver restringem cada vez mais a nossa liberdade. Estamos dependentes de uma porção de coisas fora de nós. Precisamos repensar nossos modos de viver para ter vidas mais autônomas, mais livres, mais seguras. 
  
Sou de uma pequena cidade do interior de São Paulo, Vargem Grande do Sul. Com cinco ou seis anos de idade, eu andava sozinho pela cidade inteira e isso não implicava nenhum risco. Era uma cidade pequena, não tinha trânsito, todas as pessoas me conheciam. Meu pai era professor primário e minha mãe, costureira. E no entanto tínhamos um nível de vida que, para que eu pudesse proporcionar isso hoje, para meus filhos e netos, precisaria ser muito rico. Por exemplo, alimentação: um verdureiro trazia verduras na porta de casa, orgânicas, da mais alta qualidade; um leiteiro trazia o leite; e o pão era comprado ali na esquina. Ninguém tinha geladeira, então se comprava de manhã a carne abatida na madrugada e depois outra, abatida na parte da tarde, para ter sempre carne fresca. Era um alto nível de sofisticação alimentar. Nossa vida foi ficando cada vez mais complexa e difícil. 
 
Considerando que não é possível voltar ao passado, como você enxerga as novas gerações vivendo nesse planeta?
   
Penso que as novas gerações estão muito envolvidas nesta sociedade complexa e tecnológica porque nunca conheceram outras possibilidades. O jovem hoje passa metade do dia na frente de uma tela de computador, até porque não tem outra possibilidade. Outra possibilidade implicaria o quê? Insegurança, sair de casa, riscos com o trânsito, com assaltos, perder tempo no transporte. Então, ele fica preso nisso. 
   
Você pensa que a tecnologia, as redes sociais têm um papel nos processos de mobilização política? 
   
A tecnologia tem muitos papeis e muitos caminhos, bons e ruins. A tecnologia implica um consumo de recursos naturais e de energia elétrica muito grande, implica caminhos que também precisam ser revistos. Exige um uso de minérios que está em crise, inclusive o de minérios mais raros, que têm grande aplicação na área tecnológica, computadores, celulares – há um impacto sobre isso, também. 
   
Pensando no que falou até aqui, você imagina novas formas de fazer política? 
   
A mesma coisa que a sociedade precisa fazer, tem que fazer também quem quer fazer política: chamar a sociedade para discutir. Ouvir a sociedade, ouvir as pessoas, ouvir o conhecimento, ser capaz de formular projetos e, depois, batalhar por eles. Não pode, repito, continuar nesta mera retórica da indignação. 
   
Você imagina uma governança global no futuro? 
   
Não sei se haverá uma governança global. Penso que, se a humanidade conseguir encontrar um rumo para sair deste imenso atoleiro no qual está mergulhada, vai ter que definir regras para todos os países. Porque veja, por exemplo, o impasse em que está a Convenção do Clima: os países emergentes e os países pobres dizem: quem tem de reduzir as emissões são os países industrializados, que emitem há muito mais tempo e em maior quantidade. Aí os países industrializados dizem: mas se os emergentes e os outros não aderirem não vai adiantar, porque hoje os emergentes e os pobres juntos já emitem mais do que os industrializados. 
   
Como é que vamos continuar dessa forma, em que os países industrializados, com menos de 20% da população, consomem 80% dos recursos e têm quase 80% da renda do mundo? Como vamos fazer com isso aí? Vai continuar? Um habitante de um país industrializado consome 15 vezes mais energia que um habitante de um país pobre. Então, sobre regras de governança: não se trata de ter um governo mundial, mas de ter princípios universais. 
   
Fonte: Inês Castilho, editora da série Outra Política.

Querem transformar o Brasil em uma teocracia!

      
Um exemplo das consequências da intolerância religiosa e da religião na política.
Em primeiro lugar vamos comentar o que é um país laico, o Brasil é (e espero que continue a ser) um país laico, em que todos possam ser livres para escolher a sua religião.
   
ESTADO LAICO
   
Um Estado secular ou estado laico é um conceito do secularismo onde o Estado é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Um estado secular trata todos seus cidadãos igualmente, independente de sua escolha religiosa, e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião. Estado teocrático ou teocracia é o contrário de um estado secular, ou seja, é um estado onde há uma única religião oficial (como é o caso do Vaticano e do Irã).
    
O Estado secular deve garantir e proteger a liberdade religiosa e filosófica de cada cidadão, evitando que alguma religião exerça controle ou interfira em questões políticas. Difere-se do estado ateu - como era a extinta URSS - porque no último o estado se opõe a qualquer prática de natureza religiosa. Entretanto, apesar de não ser um Estado ateu, o Estado Laico deve respeitar também o direito à descrença.
   
TEOCRACIA
   
Já no estado teocrático uma religião Teocracia (do grego Teo: Deus + kratos: governo) é o sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de alguma religião. O poder teocrático pode ser exercido direta ou indiretamente pelos clérigos de uma religião: os governantes, juízes e demais autoridades podem ser os próprios líderes religiosos (tal como foi Justiniano I) ou podem ser cidadãos leigos submetidos ao controle dos clérigos (como ocorre atualmente no Irã, onde os chefes de governo, estado e poder judiciário estão submetidos ao aiatolá e ao conselho dos clérigos). Sua forma corrupta é também denominada clerocracia.
    
Exemplos atuais de regimes desse tipo são o Vaticano, regido pela Igreja Católica e tendo como chefe de Estado um sacerdote (o Papa), e o Irã, que é controlado pelos aiatolás, líderes religiosos islâmicos, desde a Revolução Islâmica, em 1979 e Israel que é oficialmente um Estado judeu.
    
Ora, qualquer um que professe uma religião tem o direito de agir de acordo com as suas crenças, e os líderes religiosos tem o direito, e diríamos até mesmo o dever de orientar e estabelecer normas de conduta para os praticantes da sua fé. Desde que os membros da igreja professem a sua fé de livre e espontânea vontade. 
   
O que é inaceitável e inadmissível é que uma determinada religião queira impor a ferro e a fogo as suas crenças, os seus costumes e a sua forma de agir aos praticantes de outras religiões e até mesmo aos que não professam religião alguma. O Brasil é um país em que a liberdade religiosa tem sido respeitada há séculos, não podemos aceitar imposição religiosa de quem quer que seja. 
    
Existem algumas correntes evangélicas no Congresso Nacional e fora dele que estão tentando controlar a imprensa, a política e até mesmo o judiciário com o objetivo de impor a sua religião e as suas crenças a todos os brasileiros, estão tentando até mesmo controlar e modificar decisões do Supremo Tribunal Federal com as quais não concordam, Clique aqui e veja a notícia. Não podemos entregar o Brasil nas mãos de fanáticos religiosos, cegos pela ambição e sedentos de poder.
   
Se permitirmos, no futuro podemos perder o direito de escolhermos livremente a nossa religião, e não é só isso, podemos perder o direito à liberdade de escolhermos como viver a nossa própria vida, de como nos comportar e nos vestir, do que beber e comer, e até mesmo o direito de formar a nossa família e educar os nossos filhos de acordo com a nossa fé e os nossos costumes. 
    
A história da humanidade prova que todas as vezes que a religião controlou o Estado e a política o resultado nunca foi bom, os religiosos geralmente se consideram os donos da razão e da verdade, e isso na concepção deles, lhes dá o direito de mandar na vida alheia e de impor as suas crenças aos outros por bem ou "na marra". A História e os fatos nos mostram isso através de "exemplos" como a inquisição da Igreja Católica, os tribunais Islâmicos e a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) travada entre Católicos e Protestantes. 
   
Não sei quanto ao resto da população brasileira, mas eu quero continuar a ter a liberdade de escolher a minha própria religião, de escolher o meu modo de vida, a liberdade de poder educar os meus filhos de acordo com as minhas crenças e o meu modo de ser, e a liberdade de pensar e de me expressar sem me preocupar com o que algum fanático religioso possa pensar e como vai agir contra mim a minha família só porque não pensamos igual a ele. 
   
O povo brasileiro é um povo trabalhador e ordeiro, por isso pacífico. No entanto com certeza absoluta a maioria do nosso povo não aceitará ser escravizado e sujeito a nenhuma religião ou seita. No decorrer da história a grande maioria das guerras no mundo teve como causa a intolerância e as diferenças religiosas, são inúmeros no mundo os países divididos pela religião, em que irmão mata irmão em nome de Deus. 
   
Que Deus nos proteja e defenda o nosso país da intolerância, da ditadura e da guerra religiosa. 
   
Lembrem brasileiros: O preço da liberdade é a eterna vigilância.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI vai renunciar ao pontificado em 28 de fevereiro

O Papa Bento XVI lê nesta segunda-feira (11) o anúncio de sua renúncia, durante reunião de cardeais no Vaticano. A imagem foi divulgada pelo jornal ' L'Osservatore Romano', do Vaticano (Foto: AP)














Ele fez o anúncio pessoalmente nesta segunda-feira (11) no Vaticano.
Pontífice disse que deixa o cargo por não ter mais forças para exercê-lo.

O Papa Bento XVI vai renunciar a seu pontificado em 28 de fevereiro.
Bento XVI anunciou a renúncia pessoalmente, falando em latim, durante um encontro de cardeais no Vaticano.

O surpreendente discurso foi feito entre as 11h30 e 11h40 locais (8h30 e 8h40 do horário brasileiro de verão), segundo o Vaticano. A Rádio Vaticana publicou o áudio.

A Santa Sé anunciou que o papado, exercido pelo teólogo alemão desde 2005, vai ficar vago até que o sucessor seja escolhido, o que se espera que ocorra "o mais rápido possível" e até a Páscoa, segundo o porta-voz Federico Lombardi.

Em comunicado, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer as obrigações do cargo.

O pontífice afirmou que está "totalmente consciente" da gravidade de seu gesto.

"Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com total liberdade declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro", disse Joseph Ratzinger.
Na véspera, Bento XVI escreveu em sua conta no Twitter: "Devemos confiar no maravilhoso poder da misericórdia de Deus. Somos todos pecadores, mas Sua graça nos transforma e renova".

Sucessor de João Paulo II, Bento XVI havia assumido o papado em 19 de abril de 2005, com 78 anos.

O Vaticano afirmou que a renúncia vai se formalizar às 20h locais de 28 de fevereiro (17h do horário brasileiro de verão), uma quinta-feira.

Até lá, o Papa estará "totalmente encarregado" dos assuntos da igreja e irá cumprir os compromissos já agendados, segundo a Santa Sé.

O novo Papa será escolhido pelo conclave de cardeais, como de costume.

Decisão surpreendente
 
O porta-voz do Vaticano disse que a decisão do Papa surpreendeu a todos do seu círculo mais próximo.

Lombardi afirmou que, após a renúncia, Bento XVI vai à residência papal de verão, em Castel Gandolfo, próximo a Roma, e depois irá morar em um mosteiro dentro do Vaticano, que vai ser reformado para recebê-lo.

Lombardi também disse que Bento XVI não vai participar do conclave.

O porta-voz afirmou que Bento XVI mostrou "grande coragem" no seu gesto e descartou que uma depressão tenha sido o motivo da renúncia.

Lombardi também descartou que Bento XVI vá interferir no papado de seu sucessor.

Aparência frágil
 
Nos últimos meses, o Papa parecia cada vez mais frágil em suas aparições públicas, muitas vezes precisando de ajuda para caminhar.


Georg Ratzinger, irmão do Papa, afirmou à France Presse que o pontífice já planejava a renúncia havia alguns meses.

O diretor do jornal do Vaticano, o 'L'Osservatore Romano', Giovanni Maria Vian, disse que a decisão foi tomada há quase um ano.

Crises no pontificado
 
Bento XVI, ou Joseph Ratzinger, foi eleito para suceder João Paulo II, um dos pontífices mais populares da história.

Ele foi escolhido em 19 de abril de 2005, quando tinha 78 anos, 20 anos mais idoso do que seu predecessor quando foi eleito.

O papado do conservador alemão foi marcado por algumas crises, com várias denúncias de abuso sexual de crianças e adolescentes e acobertamento por parte do clero católico em vários países, que abalou a igreja, por um discurso que desagradou aos muçulmanos e também por um escândalo envolvendo o vazamento de documentos privados por intermédio de seu mordomo pessoal, o chamado "VatiLeaks", que revelou os bastidores da luta interna pelo poder na Santa Sé.

Os escândalos de pedofilia o levaram, em várias ocasiões, a expressar um pedido de perdão público às vítimas e parentes e a reconhecer, durante sua viagem a Portugal, em maio de 2010, que a maior perseguição que sofria a Igreja não vinha de seus "inimigos externos" e sim de seus "próprios pecados". Na ocasião, ele prometeu que os culpados responderiam "ante Deus e a justiça ordinária" pelos crimes.

Como Papa, Bento XVI tomou medidas que confirmaram o seu perfil conservador, como autorizar a missa em latim, em setembro de 2007.

Em janeiro de 2009, ele suspendeu a excomunhão de quatro bispos integristas do movimento ultraconservador de Marcel Lefebvre, entre eles o britânico Richard Williamson, que nega a existência do Holocausto nazista.

Em duas ocasiões, Bento XVI visitou a América Latina.

A primeira em maio de 2007, para assistir à assembleia geral da Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe (Celam), celebrada na cidade de Aparecida, São Paulo.

Nessa ocasião, ele negou que a religião católica tivesse sido imposta pela força aos povos americanos, o que lhe valeu duras críticas de religiosos e laicos que recordaram as atrocidades cometidas pelos conquistadores da América em nome da fé.
Ele também canonizou Frei Galvão, primeiro santo brasileiro.

Em março de 2012, ele visitou o México e Cuba, onde defendeu a liberdade e os direitos da Igreja e recordou a primeira e histórica visita de João Paulo II à ilha comunista em 1998.
Nas questões morais, ele se manteve inflexível como seu antecessor.

Em nome da defesa da vida, Bento XVI manteve a condenação do aborto, da manipulação genética, da eutanásia e do casamento gay.

Segundo ele, o cristianismo só é crível se for exigente. Bento XVI prefere uma Igreja minoritária e convencida a uma grande comunidade de fé vaga.

Livros e encíclicas
 
Entre 2007 e 2012, o papa teólogo publicou três livros sobre a vida de Jesus, a partir de dados fundamentais oferecidos nos Evangelhos e em outros escritos do Novo Testamento.
Neles, reflete sobre a figura de Jesus Cristo na qualidade de teólogo, não como sumo pontífice da Igreja Católica, um imponente exercício intelectual, que, além disso, foi um êxito internacional de vendas.

Bento XVI escreveu três encíclicas: "Deus caritas est" (Deus é caridade, 2005), sobre a caridade e o amor divino, "Spe salvi" (Salvos pela esperança, 2007), na qual faz uma autocrítica ao cristianismo moderno e analisa principalmente o pessimismo e o materialismo que sacode os europeus, e "Caritas in veritate" (Na caridade e na verdade, 2009).

O Papa era aguardado no Rio de Janeiro em julho deste ano, onde iria participar da Jornada Mundial da Juventude, que vai reunir jovens católicos do mundo inteiro.

A Arquidiocese do Rio afirmou que a renúncia do Papa não vai mudar a programação do evento.

O Vaticano vai fazer uma cerimônia de despedida para Bento XVI antes do término de seu pontificado, aoà qual devem comparecer fiéis de todo o mundo e autoridades "de muitos países", disse o cardeal decano, Angelo Sodano.

Leia a íntegra do discurso em que o Papa anunciou sua renúncia:

"Caros irmãos:

Convoquei-os para este consitório, não apenas para as três canonizações, mas também para comunicar a vocês uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Após ter repetidamente examinado minha consciência perante Deus, eu tive certeza de que minhas forças, devido à avançada idade, não são mais apropriadas para o adequado exercício do ministério de Pedro. Eu estou bem consciente de qu esse ministério, devido à sua natureza essencialmente espiritual, deve ser levado não apenas com com palavras e fatos, mas não menos com oração e sofrimento. 

Contudo, no mundo de hoje, sujeito a mudanças tão rápidas e abalado por questões de profunda relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e proclamar o Evangelho, é necessário tanto força da mente como do corpo, o que, nos últimos meses, se deteriorou em mim numa extensão em que eu tenho de reconhecer minha incapacidade de adequadamente cumprir o ministério a mim confiado. Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, confiado a mim pelos cardeais em 19 de abril de 2005, pelo qual a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, vai estar vaga e um conclave para eleger o novo Sumo Pontífice terá de ser convocado por quem tem competência para isso.

Caros irmãos, agradeço sinceramente por todo o amor e trabalho com que vocês me apoiaram em meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. E agora, vamos confiar a Sagrada Igreja aos cuidados de nosso Supremo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e implorar a sua santa mãe Maria para que ajude os cardeiais com sua solicitude maternal, para eleger um novo Sumo Pontífice. Em relação a mim, desejo também devotamente servir a Santa Igreja de Deus no futuro, através de uma vida dedicada à oração.

Vaticano, 10 de fevereiro de 2013.
BENEDICTUS PP. XVI"






 

Eike Batista deixa a lista dos 100 mais ricos

As rezes começaram a chegar ao tronco para Eike Batista, que com meras informações (não tão meras assim) se fez bilionário a tal ponto que passou a constar nas listas especializadas de fortunas do mundo, chegando, há dois anos, a ser listado como o homem mais rico do Brasil e o 7º do mundo, sem ter conseguido, até hoje, entregar 10% do que vendeu. 

No ultimo dia 07 a atualização da Bloomberg derrubou Eike para abaixo da linha dos 100 mais ricos, passando-o para a 101ª posição, com uma fortuna de US$ 10,7 bilhões, colado no 100º, o russo Oleg Deripasca, que tem uma fortuna listada de US$ 10,8 bilhões. 

Continua firme na 1ª posição o mexicano Carlos Slim, do setor de telecomunicações, (Claro, Embratel e NET, apenas no Brasil) que tem fortuna estimada em US$ 78,1 bilhões.

sábado, 22 de setembro de 2012

O cinismo em múltipla escolha!!!!!

O senador acreano, com a pérola acima proferida, faz a perfeita tradução do Macunaíma, o herói sem caráter.

Resumindo a bufa, ele quis dizer que prefere os tucanos porque esses afanam com mais competência operacional do que os petistas, que para furtar porcelanas, levam-nas aos cacos.

Isto é a fábula do bom ladrão virada do avesso.

Com grande chance de vencer, candidato do PSOL em Belém deixa radicalismos

Líder na disputa pela Prefeitura de Belém, o PSOL tem chance real de governar uma cidade pela primeira vez, com o deputado estadual Edmilson Rodrigues.
Para isso, o partido moderou o discurso, abandonou propostas radicais e até acena ao PT com possível aliança, a despeito do clima de guerra da campanha.
Prefeito de Belém pelo PT de 1997 a 2004, Rodrigues migrou em 2005 para o PSOL, sigla que surgiu naquele ano de um grupo de insatisfeitos com os rumos do PT no comando do governo federal.
E como o PT também lançou candidato, o deputado estadual Alfredo Costa, os partidos disputam na campanha a paternidade de realizações da gestão de Rodrigues.
Com 38,4% de intenções de voto, segundo pesquisa deste mês do Instituto Acertar, o PSOL abandonou propostas que defende em outras cidades, como calote da dívida, redução de tarifa de ônibus e corte de cargos de confiança.
Também defende programas federais como o Minha Casa, Minha Vida e o Saúde da Família, e afirma que obterá recursos com a presidente Dilma Rousseff mesmo sendo oposição ao Planalto.
Segundo o candidato, o partido definiu que é possível flexibilizar as alianças nas cidades em que o PSOL tem candidato próprio à prefeitura. "O PSOL tem restrições ao PT, mas o debate pode permitir uma aliança, se aprovada pelo Diretório Nacional."
Para o cientista político Roberto Corrêa, da Universidade Federal do Pará, as propostas dos candidatos em Belém são parecidas, e o voto em Rodrigues se explica mais pela avaliação de sua gestão.
Em campanha, Rodrigues, arquiteto e professor universitário, prioriza regiões pobres de Belém, onde aborda moradores em suas casas e repete bordões como "socialismo" e "governo do povo".
Na disputa com o ex-prefeito estão José Priante (PMDB), com 16% das intenções de voto, e Zenaldo Coutinho (PSDB), com 12%. Costa, do PT, tem 3%.
Fonte: Folha de São Paulo

Gaby Amarantos rouba a cena no VBM

A paraense Gaby Amarantos (foto) foi a grande vencedora da edição 2012 do Prêmio VMB, da MTV, realizado em São Paulo dia (20). 

Gaby conquistou o troféu de Melhor Capa, Melhor Artista Feminino e Artista do Ano, desbancado, pela primeira vez, vários artistas do circuito sudeste do Brasil, que sempre ficaram com todos os prêmios. 

"Quero dizer que tenho muito orgulho de ser do jeito que sou. Tenho orgulho de ser uma artista que está trazendo uma nova identidade visual. O Brasil tem música pop", declarou Gaby ao receber os prêmios. 

Foto: Orlando Oliveira e Francisco Cepeda /AgNews


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Precisamos de mais palhaços e mais "analfabetos" no Congresso Nacional

Tiririca cala a boca dos preconceituosos obtusos que o chamaram de ignorante e analfabeto. Sua atuação como parlamentar demonstra que para ser um bom político, o caráter e a inteligência valem muito mais que os títulos.
   
Com tanto intelectual e "doutô" no congresso, o deputado "palhaço e analfabeto" está entre os 13 mais assíduos (100% de frequência), e é um dos mais atuantes deputados da Câmara Federal. Fonte: Blog Blogosfera.
   
Vejam a matéria que pinçamos do Blogosfera.
 
"Minhas sinceras desculpas, deputado Tiririca!
     
Quando o deputado federal Tiririca (PR/SP) tomou posse, eu previ que ele seria um teleguiado do Poder, alguém sem expressão própria, que nem sequer saberia no que estava votando. Escrevi isso aqui, no antigo Blogosfera, em setembro de 2010.
    
Devo desculpas ao deputado Tiririca. O site Congresso em Foco, especializado em jornalismo político, apontou Tiririca como o representante dos artistas circenses no Congresso, uma categoria até então invisível para o Poder.
    
Você acha pouco? Pois saiba que apenas 13 deputados, dentre os 513 da Câmara Federal, tiveram 100% de frequência no Congresso em 2011 - Tiririca é um deles.
    
E se você ainda não está contente, saiba que os jornalistas que atuam na cobertura do Legislativo apontaram Tiririca como um dos 25 melhores deputados do ano - ficou em 18º lugar. Tiririca apresentou sete projetos de lei, todos voltados ao circo e à educação, relatou cinco proposições e é o deputado mais assíduo na Comissão de Educação e Cultura, a qual integra.
    
Lembre - ou tente lembrar - o que fez e como atuou o deputado em quem você votou, nas eleições de 2010. Não vem à sua mente a pergunta sobre quem é o palhaço agora?"
  
 

No dia 07/10 não VOTE em BANDIDO!!!!!

Preste atenção eleitor: NÃO VOTE NESTE BANDIDO que está lhe ameaçando ou lhe oferecendo dinheiro e cestas básicas em troca do seu voto. 

Se ele pode lhe prejudicar de alguma forma, saiba que é impossível que ele saiba em quem você votou, não adianta ele pegar o número do seu Título de Eleitor, e se ele pedir para que você fotografe com celular o seu voto, faça aparecer a imagem dele, tire a foto e depois corrija e vote no seu candidato. 

   
Seja mais esperto que os bandidos, se vingue, faça eles de idiotas.
    
Este "cara" é um marginal da pior espécie, vai lhe roubar e rir da sua cara durante quatro anos. 
   
Você vai sustentar o seu luxo, os seus vícios e as suas taras, enquanto ele impunemente rouba o dinheiro e o patrimônio público.
    
Mas quem é este bandido?
    
Este bandido tem várias caras, vários nomes, várias identidades, várias religiões, várias personalidades e é filiado em todos os partidos políticos. 
   
Só pela aparência é quase impossível perceber o seu disfarce e as suas verdadeiras intenções. Se você não for esperto, só vai perceber (Se perceber) que esteve diante de um verdadeiro demônio, quando for tarde demais
    
Dependendo da ocasião o malfeitor pode ser ameaçador e autoritário, mas também pode ser gentil, solidário, amigo, companheiro, sensível, amoroso e educado. Tudo para te enganar e esconder as suas pérfidas intenções.

Mas então, como vou saber se estou diante de um crápula como este?
    
Este demônio, este canalha, é mais fácil do que parece de ser reconhecido e identificado: Ele é o candidato que quer comprar o seu voto. Simples assim...
    
Se você ceder, você também será responsável por todos os crimes e monstruosidades que este bandido praticar, pois é você que está lhe dando o poder e as armas para que ele faça o mal.
    
Pense nisso, seja um trabalhador do bem e da luz, e não um servo e um instrumento do mal e das trevas.
   
Que Deus ajude e ilumine a todos nós...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Politica...Humor!!!!!



Aprovada pena para corrupção na saúde e educação


Os crimes em contratos nas áreas da saúde e educação praticados por quadrilhas ou por via da corrupção ativa e passiva e do peculato serão incluídos no rol de crimes hediondos. É o que prevê o projeto de lei do senador Lobão Filho (PMDB-MA) aprovado ontem (11) na Comissão de Educação do Senado (CE).
  
A proposta terá ainda de ser examinada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em regime terminativo, que dispensa a votação no plenário, antes de ser encaminhada à Câmara dos Deputados. Os chamados crimes hediondos são punidos com penas mais severas, a partir de cinco anos e tem prazo maior para progressão, a partir do cumprimento de dois quintos da pena e não de um sexto, como ocorre nos demais crimes. São considerados hediondos, hoje, o latrocínio e a prática da tortura, entre outros.
  
De acordo com o senador, foi constatado pela Controladoria Geral da União (CGU) que entre 2007 e 2010 foram desviados, por prefeitos ou ex-prefeitos, R$ 662,2 milhões destinados à educação e saúde. "Eram verbas destinadas a reforma de escolas e hospitais, compra de merenda escolar e remédios e procedimentos no Sistema único de Saúde (SUS).
  
Na justificativa, Lobão lembra que o Departamento de Patrimônio e Probidade da Advocacia-Geral da União (AGU) aponta as áreas de educação e saúde como alvo de 70% dos recursos públicos desviados no País. Diz ainda que o indicador criado pelo Ministério da Saúde para avaliar o Sistema Único de Saúde (SUS) mostra que apenas 0,1% dos municípios brasileiros conseguiram alcançar nota superior a oito no quesito saúde, numa escala até dez. Também o índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), de acordo com o senador, revela índices abaixo da média, sendo 4,6 nas primeiras séries do ensino fundamental; 4 nos últimos anos e de 3,6 no ensino médio.
  
"São números que dão uma indicação da precariedade que sentem os brasileiros quando recorrem à saúde e à educação pública", afirma. Na avaliação do parlamentar, o País necessita distribuir não apenas a renda nacional, mas também a Justiça. "Para isso, devemos fazer chegar integralmente à grande maioria da população que utiliza a saúde e a educação pública os recursos do erário", defende. "A vida e o futuro da Nação não podem ser usurpadas por bandidos corruptos", conclui. (Agência Estado)

domingo, 9 de setembro de 2012

2ª Fase da 8ª Olimpiada Brasileira de Matemática

A dedicação vale medalha e oportunidades valiosas na vida profissional!

No dia 15 de setembro, sábado, às 14h30 (horário de Brasília), cerca de 600 alunos do sexto ao nono ano e do ensino médio de escolas públicas Carutapera e de Luís Domigues, e 830 mil de todo o Brasil participarão da segunda fase da oitava edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A competição existe há oito anos e cresce a cada edição. Mais de 19,1 milhões de alunos de 46.728 escolas se inscreveram este ano. Em 2011, foram 18,7 milhões de estudantes de 44.691 escolas.

Os medalhistas melhor classificados podem participar de programa de iniciação científica júnior com bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em 2012, serão 4,5 mil bolsas. O Programa Ciência sem Fronteiras prioriza na seleção alunos que conquistaram medalhas em olimpíadas de conhecimento, como a Obmep.

Ouro
Para conseguir um bom resultado na prova, estudantes e professores, que também recebem prêmios, enfrentam uma rotina diária de estudos extras. Mesmo quem já conquistou medalhas corre atrás de outras. Bruna Larissa Carvalho de Sousa, 13 anos, competiu em 2011 e foi a primeira aluna do Acre a se tornar medalhista de ouro. Ela pendurou na parede de seu quarto, à vista de quem entra, a medalha que recebeu do ministro Aloizio Mercadante, na cerimônia de premiação da Obmep realizada no Rio de Janeiro, em 27 de agosto.

“O ministro me disse que é uma grande honra receber essa medalha”, lembra a estudante, que atualmente mora na capital Rio Branco. No ano passado, 90 mil alunos do Acre participaram da competição. Este ano, ela compete novamente e está classificada para a segunda fase da Obmep. “As questões ficam mais contextualizadas e difíceis”, comenta. Para vencer o desafio, ela inclui questões das provas anteriores da olimpíada nas duas horas diárias de estudo em casa, no turno contrário às aulas da escola.

“Ela sempre gostou muito de estudar e leva livros de matemática para estudar em casa”, conta, toda orgulhosa, Lourena Carvalho, mãe de Bruna. A menina frequentava no ano passado a escola municipal Antonia Fernandes de Moura, em Santa Rosa do Purus, uma localidade de difícil acesso e onde moram cerca de 4 mil pessoas. “Só se chega lá de barco ou avião bimotor”, explica Lourena.

A conquista da medalha de ouro entusiasma outros estudantes da escola. Sete alunos dos anos finais do ensino fundamental participarão da segunda fase da Obmep 2012. Premiado em 2011 na competição, o professor de matemática de Bruna, Antonio Carlos Osório do Nascimento, espera outras conquistas. “O professor dá o suporte, incentiva, passa o que sabe, mas o mérito de conquistar uma medalha é do aluno. Depende dele se esforçar e descobrir outras maneiras de chegar ao resultado do problema”, observa.

Este ano, Bruna, que está no oitavo ano, vai competir por outra escola, o Instituto São José, que fica em Rio Branco. Apaixonada por cálculos, a menina faz planos de estudar engenharia mecatrônica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP). “É uma área que engloba matemática e outras matérias e que gosto muito”, diz ela.

Obmep 2012 – A olimpíada de matemática é realizada em duas fases. A primeira prova é classificatória e é aplicada pelos professores dos alunos na escola em que estudam. A segunda prova contém seis questões, cada uma valendo 20 pontos. Esta fase premia também os professores. “Para ser medalhista de ouro, o aluno tem que ser um dos melhores do Brasil e alcançar uma nota superior a 75% do total da pontuação da prova, ou seja, uma nota entre 84 e 120 pontos”, explica Severino José Correia, coordenador regional da Obmep no Acre.

As provas no próximo dia 15 serão aplicadas em 9 mil locais em todo o Brasil. A página da Obmep