quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Jader Barbalho vence no STF e será empossado Senador da República


Ontem programei um artigo da jornalista Dora Kramer, para as 16h00m de hoje. O artigo versava sobre o imbróglio protagonizado pelo Supremo Tribunal Federal a respeito daquilo que o mundo jurídico nacional já chamava de o “Caso Jader Barbalho”. Quando o artigo veio ao ar ele já era intempestivo.

Ontem, instado por Jader Barbalho, o presidente do Senado Federal, José Sarney, autorizou três senadores do PMDB a irem ter com o presidente do STF, Cezar Peluso, para pedir a ele, em nome da Executiva Nacional do PMDB, que usasse a sua prerrogativa de voto de qualidade (voto de minerva) e decidisse de uma vez o “Caso Jader Barballho”.

O PMDB desejava uma solução. Caso o ministro Peluzo desempatasse a favor de Jader Barbalho, o caso estaria resolvido; caso desempatasse em desfavor, seria a hora de protocolar a Ação Rescisória no TSE.

Na segunda-feira, 12, o advogado de Jader já havia protocolado a questão de ordem ao STF, endereçada ao presidente, requerendo que esta fosse dirimida. Peluso, regimentalmente, não poderia deixar de julgar a questão de ordem na primeira sessão após o seu protocolo: o caso, então, seria decidido hoje.

Preparado para uma decisão negativa, a Ação Rescisória já estava impressa.

Aberta a sessão, o presidente Peluso, embora não fosse necessária, apresentou ao plenário a questão de ordem impetrada por Jader e perguntou aos ministros se estavam de acordo com que ele proferisse o seu voto de qualidade no processo. O plenário autorizou-o, por unanimidade.

Imediatamente, Cezar Peluso, reportando-se ao voto já proferido, por duas vezes, anteriormente, decidiu prover os embargos declaratórios com efeitos modificativos e determinar a imediata posse de Jader Barbalho no Senado da República.

O acordão da decisão deverá ser publicado amanhã, quando o TRE-PA será notificado a diplomar Jader Barbalho como Senador da República, pelos seus 1.799.762 votos obtidos na eleição de 2010. Após a diplomação Jader Barbalho apresentará o diploma ao presidente do Senado, que lhe dará posse imediatamente.

O imbróglio protagonizado pelo STF causou a Jader Barbalho e ao PMDB, 1 ano inteiro de mandato, e isto é irreparável, mas, como o próprio Jader sempre dizia quando comentávamos o caso: o mandato dele é longo.

Parabéns, meu caro amigo. Eu jamais lhe vi desestimulado ou arqueado na batalha. Ao contrário, sempre manteve a serenidade e a confiança de que exerceria o mandato que lhe foi diretamente outorgado pelo povo do Pará, que, destarte a pesada campanha negativa patrocinada contra a sua eleição, espalhando pelos quatro cantos do Pará que não votassem em você pois “perderiam”, o voto, nada menos que 1.799.762 amigos seus insistiram em te-lo como representante deles no Senado da República.


Quando a ética encontra a conveniência


Neste caso do competente consultor Fernando Pimentel, atual Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Planalto traça um atalho para não lhe passar a vassoura.

Pimentel é o primeiro locatário da Esplanada, não herdado de Lula, a enfrentar constrangimentos por conta de supostas transversalidades com o erário, travestidos de consultorias.

Na semana passada a presidente determinou a sua base que barrasse a convocação de Pimentel ao Senado. Nos casos anteriores a presidente tomou atitude diversa: determinou aos ministros que providenciassem imediatas explicações ao Parlamento.

Ontem, em Porto Alegre, Dilma Rousseff advogou a barragem erguida em volta do ministro: “O governo acha estranho que o ministro preste satisfações no Congresso da sua vida privada, da vida pessoal passada dele”, respondeu Dilma a uma interrogação da imprensa.

Mas, as consultorias de Palocci foram pessoais, passadas e privadas, e ele não logrou as mesmas preliminares da presidente. Se ela mudou de opinião, aconselho Palocci a protocolar, no Planalto, uma rescisória para voltar à função da Casa Civil, já que consultorias pretéritas, em condições duvidosas, não mais são motivo de redibição ministerial.

A presidente achou, a priori, que poderia imprimir assepsia ética ao governo. Enquanto a detergência jorrava sobre auxiliares trazidos à colação pelo ex-presidente, foi possível aguentar o escovão. O caso Pimentel diz respeito a sua mais chegada prelazia e não seria confortável deitá-lo ao chacais.

Isto pode ser um prenúncio de que Dilma Rousseff começou a entrar na moderna teoria da “Ética da Responsabilidade”, na qual o governante é obrigado a esticar a definição até que ela esbarre na conveniência.

Como disse Otto von Bismarck, “a política é arte do possível”. E na política, quase sempre, possibilidade é o mais absoluto sinônimo de conveniência.


domingo, 11 de dezembro de 2011

O problema do analfabetismo funcional no Brasil



Analfabeto funcional é a denominação dada à pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças, textos curtos e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas. 

Também é definido como analfabeto funcional o individuo maior de quinze anos e que possui escolaridade inferior a quatro anos, embora essa definição não seja muito precisa, já que existem analfabetos funcionais com nível superior de escolaridade.

Existem três níveis distintos de alfabetização funcional, a saber:

Nível 1, também conhecido como alfabetização rudimentar, compreende aqueles que apenas conseguem ler e compreender títulos de textos e frases curtas; e apesar de saber contar, têm dificuldades com a compreensão de números grandes e em fazer as operações aritméticas básicas.

Nível 2, também conhecido como alfabetização básica, compreende aqueles que conseguem ler textos curtos, mas só conseguem extrair informações esparsas no texto e não conseguem tirar uma conclusão a respeito do mesmo; e também conseguem entender números grandes, conseguem realizar as operações aritméticas básicas, entretanto sentem dificuldades quando é exigida uma maior quantidade de cálculos, ou em operações matemáticas mais complexas.

Nível 3, também conhecido como alfabetização plena, compreende aqueles que detêm pleno domínio da leitura, escrita, dos números e das operações matemáticas (das mais básicas às mais complexas).

Segundo dados de 2005 do IBOPE, no Brasil o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população (30% no nível 1 e 38% no nível 2). Somados esses 68% de analfabetos funcionais com os 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros (25% da população) são plenamente alfabetizadas, isto é, estão no nível 3 de alfabetização funcional.

Esses índices tão altos de analfabetismo funcional no Brasil devem-se à baixa qualidade dos sistemas de ensino público, à falta de infra-estrutura das instituições de ensino (principalmente as públicas) e à falta de hábito e interesse de leitura do brasileiro. Em alguns países desenvolvidos e/ou com um sistema educacional mais eficiente, esse índice é inferior a 10%, como na Suécia, por exemplo.

Como podemos ver, o analfabetismo funcional não depende de escolaridade, já que muitas pessoas com nível superior têm dificuldade de interpretar texto. 

Este blog tem como um dos seus objetivos combater o analfabetismo político, tem como principal dificuldade e obstáculo o analfabetismo funcional, já que sua mensagem depende da leitura e interpretação dos textos das matérias. Algumas pessoas simplesmente não conseguem interpretar o texto das nossas matérias e dos nossos comentários. Então pegam uma palavra aqui e uma frase ali e adaptam o sentido do texto de acordo com os seus interesses ou de acordo com o seu pensamento.

Um exemplo: Quando é citado em uma matéria: "Político Paraense", muitos entenderam "Político que nasceu no Estado do Pará". Ora, mesmo que o cidadão não saiba diferenciar uma coisa tão simples como esta, se soubesse interpretar corretamente o texto, facilmente entenderia que político paraense é todo aquele que tem título de eleitor e domicilio eleitoral no  Pará e exerce atividade política no Estado, independentemente do local em que nasceu.

O pior é que além de não interpretar corretamente o texto, o cidadão ainda tenta iniciar um debate e faz julgamentos com base em um entendimento equivocado. Esta situação tem se repetido com freqüência e em vários temas, principalmente nas questões que envolvem figuras no poder e quando são abordados temas políticos polêmicos e que fere interesses.


É claro que tem os "políticos" e seus puxa sacos, que mesmo entendendo o que está escrito, se fingem de analfabetos políticos para distorcer o sentido do texto de acordo com o seu interesse, mas este tipo de "gente" não nos interessa, não nos importamos com eles.


Exemplo:
Vejam esta situação, isso acontece muito nos comentários.
Mas esta situação se deve ao péssimo nível da educação no Brasil e a falta de interesse dos políticos em melhorar este quadro, afinal quanto mais analfabetismo em todos os níveis houver no Brasil, menos consciência política, menos fiscalização e mais fácil é enganar o povo.

Tira pelo plebiscito, discutiram tudo e não informaram nada, a propaganda no rádio e televisão só serviu para confundir ainda mais o cidadão, se tirarmos as mentiras e o apelo emocional barato não sobra nada, esta propaganda foi um desperdício de tempo e dinheiro público. O eleitor está mais confuso e desinformado agora do que estava no início da propaganda do plebiscito.

A prova de tudo isso são os números que mostram que praticamente ninguém mudou de idéia, quem era Sim permaneceu Sim, quem era Não permaneceu Não, o Não vence na região do Pará remanescente (Belém e entorno, que tem o dobro dos eleitores das duas outras regiões somadas) e o Sim vence com larga margem em Tapajós e Carajás.

Com isso o Pará continua grande... Grande, pobre e dividido internamente; os Estados do sul e sudeste principalmente os paulistas, os verdadeiros vencedores, mantém a sua grande superioridade representativa no congresso e continuarão a dominar o "resto" do país como sempre fizeram.

A ironia disso tudo é que muitos equivocados, lutando contra moinhos de vento e com medo de serem dominados por "estrangeiros", na verdade ajudaram a manter esta mesma dominação e com um agravante: os "estrangeiros" que venceram de fato, não tem raízes e nem parentes aqui, não tem nenhum vínculo emocional para com o Pará, nem mesmo moram e nunca pisaram os pés em terras parauaras.

Vamos manter ainda por muitos anos o atraso no Pará, mas pelo menos o faremos de forma democrática, pelo voto e não pelas armas, apesar da violência empregada na campanha, mas mesmo assim não deixa de ser um grande avanço para a democracia no Brasil. 

VIVE LA LIBERTÉ!

Em plebiscito, eleitores do Pará rejeitam divisão do estado


Maioria dos eleitores disse 'não' à criação de Tapajós e Carajás. Resultado do plebiscito encerra trâmite para a divisão do estado.


Os eleitores paraenses decidiram, em plebiscito realizado neste domingo (11), manter o estado do Pará com o território original, segundo informou às 20h08 o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Ricardo Nunes. A confirmação do resultado foi dada com 78% de urnas apuradas, duas horas depois do término da votação.
"Diante do cenário atual, matematicamente, os eleitores do estado do Pará decidiram pela não divisão", afirmou o presidente do TRE paraense.
Às 21h20 (horário de Brasília), com 95% das urnas apuradas, o resultado parcial indicava que 66,8% escolheram "não" para a criação do estado de Carajás e 66,3% rejeitaram a criação do estado de Tapajós.
Haviam sido apuradas 13.500 das 14.249 urnas do estado. A Justiça Eleitoral registrou abstenção de 25,5%. Do total apurado até este horário, menos de 1% era de votos nulos e 0,49% de brancos. Foram contabilizados os votos de 4,6 milhões (95,8%) dos 4,8 milhões de eleitores paraenses aptos a votar.
Com a decisão das urnas, o trâmite para a divisão do estado se encerrou junto com o plebiscito. Dessa forma, a Assembleia Legislativa paraense e o Congresso Nacional não precisarão analisar a divisão do território e criação dos novos estados.
Resultado parcial do TRE do Pará, de 21h20 (horário de Brasília), indicava que as possíveis capitais de Carajás e Tapajós votaram pela divisão. Marabá (Carajás), com 70,57% das urnas apuradas, tinha 93,26% de 'sim' para a divisão, e Santarém (Tapajós), com 100% de urnas apuradas, tinha 98,63% para dividir. Belém, no entanto, com 99,96% de urnas apuradas, tinha 93,88% para o 'não' em relação à criação de Tapajós e 94,87% de 'não' para Carajás.
'Forma eficiente'
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, comemorou a rapidez na divulgação do resultado parcial do plebiscito cerca de duas horas após o encerramento da votação. 

"Penso que não apenas a cidadania está madura do ponto de vista cívico, mas a tecnologia eleitoral brasileira está muito avançada, conseguimos apurar o resultado matematicamente consolidado em duas horas depois do fechamento das urnas. Hoje foi um teste importante e verificou-se que o povo pode ser consultado rapidamente de forma eficiente e econômica", disse.
Para Lewandowski, o percentual de abstenção (25,4% às 20h11 - horário de Brasília) está dentro da normalidade. "Os índices de abstenção são relativamentes pequenos em um país de dimensões continentais. Acredito que a democracia no Brasil está consolidada", completou o presidente do TSE.
Votação
A votação começou às 8h, em mais de 14 mil seções eleitorais do estado do Pará. Os eleitores responderam a duas perguntas "Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado de Carajás?" e "Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado do Tapajós?". O número 77 correspondeu à resposta "sim" para qualquer uma das perguntas. E o número 55 foi usado para o "não".

Em 277 locais considerados de difícil acesso, a votação foi feita em urnas ligadas a baterias, que transmitiram os votos via satélite.
Durante todo o dia, mais de três mil militares do Exército reforçaram a segurança em 16 cidades do Pará, incluindo os municípios de Santarém e Marabá, que seriam as capitais dos novos estados.
Os outros municípios que contaram com segurança foi Altamira, Brasil Novo, Monte Alegre, Alenquer, Óbidos, Juriti, Oriximiná, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, Redenção, Tucumã, Orilândia do Norte, Bacajá e Anapu.
Ausência
Os eleitores que não compareceram para votar terão 60 dias para justificar a ausência nas zonas eleitorais em que estiveram inscritos. Mesmo se tratando de um plebiscito, as exigências são as mesmas para eleições regulares. Quem deixou de votar e não apresentou a justificativa será multado e pode ter o título de eleitor cancelado.

Pesquisa
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada na noite de sexta-feira (9) já apontava que a maioria dos eleitores do Pará rejeitaria a divisão do estado. O levantamento, terceiro e último feito pelo instituto antes do plebiscito, apontou que 65% dos entrevistados eram contrários ao desmembramento do Pará para a criação do estado de Carajás, e 64%, contrários à divisão para a criação de Tapajós.

A pesquisa foi feita de terça (6) a quinta (8), com 1.213 eleitores em 53 cidades paraenses e encomendada pelas TVs Liberal e Tapajós, afiliadas da TV Globo no Pará, e pelo jornal "Folha de S.Paulo". A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.




quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Saude - PRÉ-HISTÓRIA DA AIDS

A TRAJETÓRIA DA DOENÇA ANTES DE 81

O médico canadense Jacques Pépin. espe­cialista em doenças infecciosas, conta de forma inédita o surgimento do vírus HIV em seu novo livro The Origins of AIDS (As Origens da Aids. sem edição brasileira). Oficialmente reconhecido em 1981, seu percurso teria começado 60 anos antes. Veja esta nova versão da história. //Carol Castro


1921 Na África central. caçador adquire o vírus SIV (similar ao HIV) de chimpanzés por meio do sangue ou consumo da carne do animal.

1921 A 1932 Construção da ferrovia Congo-Ocean Railway aumenta prostituição e contágio.

1930 Países africanos obrigam prostitutas a se vacinarem contra sífilis com agulhas reutilizáveis.

1960 Na recessão pós-guerra. prostitutas passam de 4 clientes por ano a 4 por dia.

1970 HIV chega à América com as doações de plasma sanguíneo para cura de hepatite B vinda do Haiti.

1981 Após casos raros de pneumonia. médicos americanos descobrem uma nova doença: a Aids. O primeiro nome era Grid (Gay-related immune deficiency).

2007 Cientistas encontram HIV em amostras congeladas de tecido linfático antigo e chegam à data aproximada do primeiro caso da doença: 1921.




Enfim, todo cuidado é pouco, sempre use camisinha. Existe um número considerável de casos de Aids no Maranhão e no Pará.

Aquecimento Global


Uma pérola de irreverência


O bom humor é a inteligência que faz cócegas. A sentença acima é um comentário anônimo à postagem “De cor e salteado”: uma demonstração inteligente e bem humorada de como é possível avacalhar com todos os políticos,  sem ser grosso, chulo ou mal educado.

Parabéns ao anônimo que nos concedeu esta pérola.


Sinceramente falando…


A caricatura é do Nilton. A frase foi cortada do “Estadão”.

sábado, 3 de dezembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O preço da honra perdida


A moça da foto é Gulnaz, uma jovem afegã de 21 anos que foi estuprada pelo seu cunhado quando ela tinha 19 anos.

Por ter tido conjunção carnal com um homem casado, mesmo tendo sido estuprada, Gulnaz foi condenada a 12 anos de prisão por ter protagonizado um adultério. O cunhado, que a estuprou, não está sujeito à pena alguma.

Após dois anos cumprindo a pena, Gulnaz resolveu aceitar casar-se com o cunhado (no Afeganistão, como na maioria dos países islâmicos, o homem pode ter mais de uma esposa).

No Afeganistão, a única forma de uma mulher estuprada recuperar a honra perdida com um estupro, é casando-se com quem a estuprou.

A história foi contada pela CNN.



"New Yorker" tenta explicar fenômeno Brasil


A “The New Yorker”, revista que leem os nova-iorquinos ricos e famosos, brinda a presidente Dilma Rousseff com um artigo sobre o seu governo, trazendo uma despojada ilustração de sua excelência na matéria.

Nicholas Lemann, autor da reportagem “The Anointed” (A Ungida) desfila pela vida da presidente desde a sua oposição ao regime militar.

Nos dias atuais Lemann passeia pelos recentes escândalos que apearam seis ministros da Esplanada, deixando no ar o protagonismo da presidente nos episódios: “Ninguém acredita que Dilma é corrupta, mas, ela trabalhou por anos com algumas das pessoas que foram demitidas (por corrupção)”, declara.
A reportagem observa que “o Poder Executivo, no Brasil, detém mais poderes, é mais concentrador que nos EUA e é muito mais corrupto”, emendando que o Brasil é “caoticamente democrático, mas, tem uma imprensa livre.”.

Lemann tem razão na análise: o Capitólio não concede ao presidente 1% de margem de manobra no orçamento e, se Mr. President quiser mudar de lugar a dotação orçamentária do cafezinho da Casa Branca, tem que pedir autorização ao Congresso.

O Estado norte-americano é mínimo, por isto a corrupção é menor. Há estudos de gestão (os melhores são feitos na Alemanha) que conseguem desenvolver fórmulas de equilíbrio entre o tamanho do Estado (não me refiro a tamanho territorial) e o percentual de corrupção que ele embarca.

Voltando a matéria, Lemann faz ótimas referências à gestão da economia brasileira. Afirma que 28 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza nos últimos 10 anos, que o país tem orçamento equilibrado, dívida e inflação baixas e atinge quase o pleno emprego.

Ao fim, Lemann descamba para os aspectos negativos do Brasil: “a criminalidade é alta, as escolas são fracas e as estradas são ruins.”.

O pessoal que rotula a imprensa, ao ler a matéria de Lemann, vai ficar na dúvida para saber se a “The New Yorker” é do tal “PIG”, ou é o que o Zé Dirceu procura: uma revista de esquerda que fale bem do governo.

Asseguro-lhes que a revista não se faz à Leste e nem a Oeste: à guisa de ser independente, ela navega por todos os pontos cardeais da rosa dos ventos, para agradar tanto os gregos quanto os troianos, ou seja, republicanos e democratas, não necessariamente nesta ordem.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mais de 60% dos eleitores rejeitam divisão


Duas semanas após o início da propaganda do plebiscito em TV e rádio, a maioria dos eleitores do Pará continua rejeitando a divisão do Estado. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta , 62% dos eleitores paraenses são contra a divisão do Pará para a criação do Estado do Carajás e 61% são contra a criação do Estado do Tapajós.

Em relação à pesquisa anterior, divulgada no último dia 11, houve um pequeno aumento da rejeição aos novos Estados. A oscilação, porém, está dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Foram entrevistados 1.015 eleitores entre os dias 21 e 24 de novembro. A pesquisa foi registrada no TSE com o número 50.287/2011.

A propaganda do plebiscito na TV e no rádio ainda não foi capaz de causar alterações significativas nas intenções de voto dos eleitores paraenses. Em 11 de dezembro, eles irão às urnas decidir se querem que o Pará se separe e dê origem a mais outros dois Estados: Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste).

Na região do chamado Pará remanescente está a maior resistência aos novos Estados: 85% são contra o Carajás e 84% são contra o Tapajós. A aprovação à divisão caiu até mesmo entre os eleitores das regiões que querem se separar. No Carajás, 78% se dizem a favor do novo Estado, uma queda de seis pontos em relação ao último levantamento. No Tapajós, 74% são favoráveis ao novo Estado, uma oscilação negativa de três pontos.

Fonte: Correio do Brasil.

Não ao Nazismo, ao Facismo e a qualquer forma de preconceito e intolerância

Mussolini e Hitler
Fascismo e Nazismo, expoentes máximos
do preconceito e da intolerância.

A liderança do PT na Câmara dos Deputados anunciou nesta sexta-feira 25 que vai enviar uma representação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa para pedir a cassação do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

O pedido baseia-se nas declarações consideradas preconceituosas feitas pelo deputado no plenário da Câmara um dia antes, quando ele sugeriu que a presidenta Dilma Rousseff seria homossexual e pediu que ela explicasse os motivos que a levam a defender as políticas federais contra a homofobia.

“É um caso grave e merece a análise da Casa para a cassação do mandato. Ele é reincidente”, disse o líder petista na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP).

Em nota, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, repudiou a manifestação de Bolsonaro afirmando que ele agiu “com total desrespeito à pessoa da presidenta Dilma Rousseff”.

“O PT reafirma com orgulho suas bandeiras históricas contra qualquer tipo de discriminação e preconceito. Esta deve ser uma luta permanente de toda a sociedade que se queira democrática, tolerante e que respeite as diferenças, como, aliás, é da tradição cultural brasileira”, diz a nota.

O deputado Marcon (PT-RS) pediu para que a fala de Bolsonaro fosse retirada do site da Casa, o que acabou acontecendo. “O deputado é reincidente na quebra de decoro parlamentar. Está passando da hora de a Câmara adotar providências, dando um basta a essas agressões que não condizem com o processo civilizatório, com o papel de um parlamentar e tampouco com a democracia”, disse Marcon.

“O deputado direitista tem saudades dos anos de chumbo da ditadura militar e não se conforma com o fato de Dilma ser a comandante das Forças Armadas”, completou.

Distúrbio psíquico – Para o deputado Fernando Ferro (PT-PE), o caso de Bolsonaro indica evidências de distúrbio psíquico.

“Ele tem uma fixação em temas relacionados à orientação sexual que não é supostamente a dele e chega e beirar um quadro clínico. Nos deixa imaginar que tem algo mal resolvido nesta área, possivelmente necessita de tratamento clínico”, disse Ferro.

O parlamentar do PT observou que a atitude de Bolsonaro no plenário, a fazer insinuações contra a presidenta Dilma Rousseff, constitui violação à conduta ética e parlamentar. Bolsonaro, conforme lembrou Ferro, já foi alvo de outras ações por suas manifestações de intolerância a pessoas, grupos sociais e instituições.

Uma delas foi quando, em entrevista ao programa CQC, da Bandeirantes, fez ataques contra homossexuais e à cantora Preta Gil – dizendo, por exemplo, que seus filhos não corriam o risco de se apaixonar por negras porque foram “muito bem educados”.

“Ele já passou dos limites, precisa ser punido pela Câmara”, disse Fernando Ferro. Ele afirmou que a Constituição assegura a livre manifestação de opinião, mas há limites. “Não se pode pregar a pena de morte, a intolerância religiosa e sexual, entre outros temas que contrariam as convenções assinadas pelo Brasil em favor da proteção e promoção dos direitos humanos”, disse o parlamentar.

Divisão do Pará - A síndrome do cobertor curto.


A razão pela qual as regiões de Tapajós e de Carajás estão abandonadas é a mesma pela qual fica difícil a separação.

Os eleitores do Pará remanescente são o dobro dos eleitores das duas outras regiões, isso explica tudo.

A ironia é que quando o número de eleitores se equiparar, não vai dar mais tempo de reparar o estrago e a divisão será feita.

Por outro lado, como o Pará é o segundo Estado mais pobre da união, se o governo investir mais (do que sobrar após a corrupção ter retirado o seu quinhão), em Tapajós e Carajás, vai perder apoio e votos no Pará remanescente.

É a síndrome do cobertor curto, já que os governos não querem reduzir a corrupção, para cobrir uma parte, tem que descobrir a outra (ou as outras).